* Por: Ademir Vieira
Igor Takahashi
Tales Pinatto e Victor Palhares
Igor Takahashi
Tales Pinatto e Victor Palhares
Fonte de
conhecimento e relevância social: estas são duas características do jornalismo
educacional, que é voltado à área da educação, à pedagogia e à vida escolar. Esta
especialização jornalística trabalha com notícias a serviço do ensino e da
utilidade pública.
As pautas, nesse universo, surgem de várias formas, como vestibulares, greves de professores, manifestações
estudantis, problemas em escolas públicas e particulares, cotidiano escolar,
além de todas as políticas públicas voltadas para a área.
Patrícia Gomes, repórter do Fovest, suplemento do jornal Folha de S. Paulo,
especializado em vestibulares,em entrevista ao site da Faculdade Cásper Libero, reforça a importância do caderno para essa
parcela da população: “Os vestibulandos são um público bem desesperado. As
informações que mais vendem são dicas e serviços, coisas legais e interessantes
de saber enquanto se prepara para o vestibular”.
Quanto as idéias para as capas e para as matérias, Patrícia revela que surgem
de diferentes formas, como podem vir de datas específicas, de algum pedido dos
leitores ou também provenientes de uma visita ao “cursinho” preparatório para
vestibulares. Com certa periodicidade, a repórter procura assistir às aulas
dadas em instituições que oferecem esse serviço. Segundo ela, estas checagens
permitem entender o que os vestibulandos estão pensando, quais são suas dúvidas
e o que os aflige, para então produzir um conteúdo específico e mais didático.
“Eu tento ir com alguma freqüência, para não ficar muito longe do leitor”,
comenta.
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| Patrícia Gomes, repórter do Fovest |
A jornalista avalia de forma positiva seu trabalho em uma área do jornalismo
especializado: “Você consegue se especializar mesmo, falar com
propriedade”. Patrícia acredita que o trabalho diário com o jornalismo
segmentado dá ao profissional mais firmeza e foco ao falar de determinado
assunto. “Trabalhar numa mesma área do jornalismo me dá segurança para falar
sobre alguns assuntos que dizem respeito ao vestibular e ao ensino superior. Eu
não me sentiria tão firme se cobrisse de tudo, como acontece no caderno
Cidades”, afirma Patrícia.
No Brasil, o jornalismo educacional tem mais força nos veículos
impressos, jornal e a revista, meios que são mais favoráveis para o tipo de
informação.
O jornal Folha Dirigida, que tem circulação nos Estados de São Paulo,
Rio de Janeiro. é especializado em educação, concursos públicos e empregos. O
suplemento Fovest, da Folha de São Paulo traz semanalmente conteúdos pertinentes as
disciplinas escolares e a forma como os diferentes tópicos são cobrados no
vestibular. A
revista Nova Escola tem como missão produzir conteúdo pedagógico de
qualidade para apoiar o trabalho de professores da Educação. E por fim, a revista
Guia do Estudante, como o próprio nome destaca, abordam temas sobre profissão,
escolha da faculdade, testes vocacionais e simulados, Enem, e vestibulares de
todo o Brasil.
Jornalismo Educacional X
Jornalismo Educativo
No meio jornalístico ainda há certa dúvida quanto a diferença entra Jornalismo Educacional e
o Jornalismo Educativo. O primeiro lida
com fatos e notícias deste universo, como já foi visto, já o segundo objetiva ensinar
ou ser de alguma forma instrutivo ao leitor. Ambos existem como especialização
profissional e são relacionados, embora distintos quanto à natureza do trabalho
e dos assuntos publicados.
Bate-papo com quem entende
do assunto
Nossa equipe
entrevistou Karina Yamamoto, jornalista do site UOL, atuante na área de
jornalismo educacional. Ela é formada pela USP, tem 39 anos, natural de
Araçatuba e é editora do UOL Educação, UOL Vestibular e do UOL Empregos, do
portal de notícias UOL.
Você acha importante o jornalista ter
especialização?
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| Karina Yamamoto, jornalista |
Acho que
hoje, o jornalista tem que ter um bom lead; escrever direito e aperfeiçoar mais
a sua pauta. Hoje falta fôlego para o jornalista correr atrás de informação. A
especialização na verdade você pega na prática, não adianta você ir cobrir uma
matéria de algum setor educacional e não saber como ele funciona.
Qual dica você pode dar para quem
está começando na área?
A primeira
coisa que pode fazer é olhar onde você está. Existe alguma avaliação de ensino
na sua faculdade? Ela está de acordo com as normas do MEC? Todos os professores
possuem uma boa formação, seja mestrado, doutorado? Ela aplica o ENADE? A
melhor forma para começar é saber onde você pisa para poder escrever sobre
aquilo.
Quem quer se dedicar a esta área deve
se atentar a quê?
O jornalista
tem muitas áreas e seguimentos, por exemplo, o jornalista pode até produzir
materiais didáticos, ou seja, ele pode se dedicar em muitas áreas e ficar
atento para as informações de tudo o que faz.





